MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

domingo, 14 de agosto de 2016

Desabafo de um fotógrafo de vida selvagem...

Fico desanimado quando regresso a um local que ajudei a construir e constato que este tem vindo a ser destruído sucessivamente. Muitos não chamam de destruição, mas sim de adaptar os poisos às suas necessidades ou às suas prioridades. O que mais me chateia é que para muitos esta atitude é completamente normal, e não se apercebem da enorme falta de respeito que tem para com os outros fotógrafos de vida selvagem e para quem construiu todo o espaço (com sangue, suor e lágrimas). E sim, é uma grande falta de respeito alterar poisos num local que não fomos nós a construir, mas o pior é que para além de os mudarem de local acabam também por os partir para conseguir (mas já lá chego).

Antes de continuar o desabafo, e para facilitar quem não conhece bem estas andanças, vou dar uma pequena explicação. Um comedouro/bebedouro com um abrigo e de acesso à maioria dos fotógrafos está desenhado para satisfazer todos os fotógrafos. Isto é, apresenta locais para conseguirmos fotografar todas as espécies que podem surgir. Os pequenos passeriformes devem ser fotografados nos ramos mais pequenos, pois as aves devem preencher mais da fotografia do que os restantes elementos naturais e depois porque é mais apelativo observar as suas pequenas patas a agarrarem os troncos pequenos, e não um tronco gigante. Eis um pequeno exemplo:



Depois existem os troncos grandes para fotografar as espécies maiores, como os pica-paus ou como a trepadeira-azul. Nestes troncos as aves mais pequenas também acabam por poisar, no entanto, cabe ao fotógrafo conseguir determinar quais os melhores spots para as fotografar e evitar fotografá-las nestes troncos grandes. Estes troncos tentam levar as aves a manter comportamentos naturais, como as trepadeiras à procura de alimento e a escondê-lo na casca. E por isso é preciso paciência para conseguir obter as melhores fotografias, em especial das aves grandes que nem sempre poisam onde as queremos. Eis um exemplo:


E ainda temos a questão do sol. O sol, ou a Terra, variam ao longo do ano mas também ao longo do dia. Teremos poisos com sol logo às nove da manhã mas que estão à sombra às onze, e outros que apenas ficam ao sol às onze. Se tivermos paciência apontamos apenas para a região onde o sol bate e tiramos boas fotos, e como existem muitos poisos conseguimos ir rodando com o sol e continuar a tirar boas fotografias ao longo do dia. Caso tenham apenas um poiso, terão apenas uma margem muito curta para conseguir boas fotografias. Este poiso encontrava-se à esquerda do abrigo e apenas era iluminado depois do sol passar pela traseira do abrigo.


Aqui está o grande dilema. Quando algum dito fotógrafo de vida selvagem, um autêntico expert na matéria, decide partir todos os tronquinhos pequeninos porque apenas lhe interessa fotografar uma espécie e acaba por estragar o trabalho de meses para os restantes fotógrafos. E quando chega outro expert e continua a fazer alterações ao seu gosto, e no dia seguinte chega outro, e depois outro, e assim sucessivamente. Quando regressamos ao local todas as alterações transformam este local de excelência para a fotografia, numa autêntica porcaria. Sim, dá para fotografar as aves grandes, as tais que tanto pretendem mas que depois nunca conseguem porque não tem paciência para ficar lá dias fechados. Mas as restantes aves, que para muitos dos experts são aves banais e que não tem interesse, acabam por deixar de ter poisos para fotografar, e os que as querem fotografar ou nunca fotografaram acabam por ter dificuldade em fazê-lo. Depois há ainda a questão da coloração dos poisos e do corte dos mesmos. A primeira questão é que os poisos devem ser escuros, se forem brancos acabam por ficam todos “queimados” com o sol (na fotografia), e muitos dos novos poisos que surgiram são precisamente brancos (e eu recuso-me a fotografar nestes poisos). E a última questão é que os poisos não devem apresentar cortes, quer seja com uma serra ou uma tesoura de poda, devem estar o mais natural possível. Evitando estarem partidos ou com outras características que não sejam apelativas para a fotografia. Eis um exemplo dos troncos que foram colocados no inicio do abrigo, durante a fase de testes e que foram depois substituídos quando melhores foram encontrados. 





Já fui criticado muitas vezes por estes experts por alegadamente não saber o que estou a fazer. No entanto, podem verificar a minha galeria de fotografias e constatam tudo o que acabei de dizer. Aves pequenas ficam melhores em troncos pequenos, e aves grandes em troncos grandes. Se virem as horas das fotografias também constatam que começava a fotografar com o nascer do sol e ficava até 4 horas depois, e que as aves aparecem em poisos diferentes, pois estes ficavam disponíveis consoante a direcção da luz. De lembrar ainda que estamos num parque natural e que não devemos cortar árvores e plantas vivas, todos os poisos demoraram meses a encontrar, pois apresentavam características únicas e nenhum deles foi cortado. A introdução de poisos de outros locais também é desaconselhável, pois pode tornar-se uma infestante. O problema é que se visitar o local neste momento vai-me chamar de maluco, mas devo de dizer que todos os tronquinhos pequeninos de que eu falo já desapareceram. Assim como alguns dos melhores poisos que foram colocados, e assim, não conseguem compreender perfeitamente do que falo. Apenas eu fico triste e desanimado.

sábado, 13 de agosto de 2016

Truques: Trepadeira-azul


Eis uma espécie que tenho particular gosto em fotografar, a trepadeira-azul (Sitta europaea). Também é uma das que dá mais dores de cabeça, não só por se mover pelos troncos sempre de cabeça para baixo, mas porque não para quieta um segundo!!! Quando pensamos que já conseguimos a fotografia perfeita, heis que ao chegarmos a casa verificamos que a fotografia ficou ligeiramente tremida porque a ave se mexeu um milímetro. E não vale a pena pensar que ao aumentar a velocidade de disparo da máquina conseguimos congelar o movimento, na verdade conseguimos congelar, mas ela move-se depressa para a frente ou para trás, o que a faz ficar fora da zona de foco. Ok, sendo assim podemos diminuir a abertura de forma a aumentar a região focada, conseguindo tudo focado, inclusive a trepadeira e todo o cenário atrás, ou seja, não conseguimos os fundos bonitos e desfocados. O truque é ter paciência.


Existem várias formas de as atrair. A melhor será construir uma estação de alimentação, isto é, um local onde proporcionamos alimento e água às aves ou outros animais que por lá apareçam. Para a trepadeira-azul os melhores alimentos a utilizar são as sementes de girassol, amendoins (com casca ou sem casca, mas sem sal) ou manteiga de amendoim. Lembre-se que ao fornecer alimento às aves elas deixam de ter necessidade de o procurar na natureza, deve por isso dificultar-lhes a obtenção do alimento de forma a gastarem algumas energias, tal e qual o fazem na procura por alimento na natureza. Experimente esconder a manteiga de amendoim em buracos nos troncos, ficando invisível nas fotografias mas alcançável para as aves. Faça vários buracos e varie a sua utilização de sessão para sessão. Não se preocupe se os comedouros ficarem vazios, isso obriga-as a procurar outros alimentos até voltar a abastecer os comedouros. Esta técnica é boa pois no dia a seguir ao abastecimento a maioria das aves regressa para se alimentar.

Para todos os truques consultar:

Truques: Grous


Os grous (Grus grus) são visitantes de inverno no nosso país. Naqueles dias de inverno em que não apetece nada sair de casa, lá estão eles no campo a cantarolar todos contentes. Fazem-no à distância, pois são aves muito tímidas. Qualquer movimento ou som os assusta, e imediatamente voam para outro local. Desengane-se quem pense que voam até à árvore mais próxima, quando levantam voo é para um local longe da confusão a que acabaram de assistir, ou seja, nós, seres humanos.


A fotografia destes seres requer por isso uma preparação cuidadosa, pois o que queremos é fotos e não afugenta-los novamente. Um dos truques é percorrer de carro as várias estradas que cruzam possíveis locais de alimentação. Na região alentejana, mais concretamente perto da Amareleja, Granja, Mértola, entre outros locais, eles são facilmente observados perto de estradas. A vantagem é que o hábito faz o monge. Embora a quantidade de tráfego seja mínimo é o suficiente para não fugirem só com o som do motor. O problema é quando paramos o carro. Usualmente os carros que passam têm tendência a manter uma velocidade constante, por isso, quando há um que pára eles desconfiam logo. Usualmente aceleram logo o passo em direção oposta à do carro, para dentro do montado e longe das objectivas. Mas um ou outro lá se deixa fotografar. Com alguma paciência pode fotografar o grupo familiar todo.

Para todos os truques consultar:

Truques para fotografar Grous

Truques: Anfibios - Fase Terrestres


Os anfíbios são um dos grupos de vertebrados mais temidos pela população em geral, quer pelo seu aspecto, quer devido a todos os mitos que se dizem acerca deles. No entanto, são um dos grupos mais importantes na conservação dos habitats. Os anfíbios podem ser utilizados como bioindicadores, em estudos de conservação é possível verificar a tendência das populações e a quantidade de indivíduos com infeções, as tendências decrescentes devem-se sobretudo à poluição ou à destruição dos seus habitats. E também são muito importantes no combate à maioria das pragas de insetos que provocam prejuízos na agricultura, nomeadamente lesmas, caracóis e escaravelhos. Ou seja, são amigos dos agricultores e das pequenas hortas.




No entanto, os mitos e lendas que os rodeiam conferem-lhes muito negativismo, originando mortes desnecessárias. A sua presença é muito vantajosa para o ser humano: os adultos alimentam-se de insetos terrestres e as larvas alimentam-se de larvas de insetos, como as larvas de mosquitos que mais tarde poderão ser vectores de muitas doenças prejudiciais para o ser humano.

Leia todo o conteúdo em: 

Truques para fotografar Anfíbios na Fase Terrestre

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Definições Recomendadas para Canon 7D Mark II na Fotografia de Aves

Trepadeira-azul (Sitta europaea)

Menu Shoot 1
Aqui estão as definições que utilizo para o primeiro menu, com pequenas explicações:

  • Qualidade de Imagem: RAW – eu recomendo fotografar em RAW pois permite um maior controlo na pós-produção e evita a perda de tempo no terreno quando o objetivo é fotografar.
  • Tempo de Revisão: OFF – embora muitos prefiram rever logo as fotografias deve ter em atenção que estará a gastar muita bateria sempre que o LCD da máquina liga.
  • Aviso Sonoro: Desativar – o aviso constante sempre que a máquina foca pode perturbar as aves (ou outros fotógrafos).
  • Soltar obturador sem cartão: OFF – de certeza que não quer a máquina a disparar no caso de ter deixado o cartão em casa.
  • Correç. Aberração da lente: Pessoalmente tenho todas desativadas, até porque elas aplicam-se mais ao JPEG.
    • Ilumin. Periférica: Desativar
    • Aberraç. Cromática: Desativar
    • Distorção: Desativar
  • Controlo do Flash: Aplica-se quando fotografa com flash.
    • Disparo flash: Ativar
    • Medição E-TTL II: Matricial
    • Veloc. Sinc. Flash no modo Av: AUTO
    • Def. Flash interno:
      • Modo de Flash: E-TTL II
      • Sinc. Obturador: 1ª Cortina
      • Comp. Exp.: 0
      • Funç. Sem fios: Desativar
    • Def. funções flash externo: Desativado, funciona apenas com um flash externo
    • Def. F. Pn Flash Externo: Desativado, funciona apenas com um flash externo

Menu Shoot 2
  • Comp. exp./AEB: 0 – serve para a compensação na medição da exposição, não se preocupe com ela aqui no menu pois é alterada facilmente utilizando a roda grande na traseira da máquina.
  • Def. velocidade ISO:
    • Velocidade ISO: manual ou auto, caso prefira auto deve definir a variação do ISO mais abaixo.
    • Variaç veloc. ISO: 100-16000
    • Variação ISO auto: 100-3200 – para quem fotografa com a velocidade do ISO em automático pode definir aqui qual o valor que a máquina adota. Com ISO superior a 3200 o ruído digital começa a notar-se, por isso pode ser considerado o valor máximo.
    • Vel. Obtur. Mín.: Auto – para quem treme demasiado pode colocar em “mais rápido” o que irá duplicar o valor da velocidade.
  • Otimizar Luz Automática: OFF – aplica-se a quem fotografa em JPEG.
  • Bal. Brancos: AWB – aplica-se a quem fotografa em JPEG.
  • WB Personalizado: a não ser que utilize um cartão cinzento, não mexa nesta definição.
  • WB Shift/Bkt.: 0,0/±0 – não mexer a não ser que saiba o que está a fazer.
  • Espaço de cor: Adobe RGB – embora não afete os RAW, no entanto, esta seleção oferece um histograma mais preciso de forma a determinar a correta exposição.

Menu Shoot 3
  • Estilo Imagem: Standard.
  • Redução ruído de longa exp.: OFF.
  • Red. Ruído veloc. ISO elevado: OFF.
  • Prioridade tom de destaque: OFF – aplica-se a quem fotografa em JPEG.
  • Dados de sujidade a eliminar: serve para remover partículas que apareçam na imagem, é preferível manter o sensor limpo.
  • Exposiç múltipla: Desativar – utilize esta definição de forma criativa pois ela cola várias fotografias uma em cima da outra.
  • Modo HDR: apenas para quem fotografa em JPEG.

Menu Shoot 4
  • Reduç olh. Ver.: Desativar.
  • Temp. interval: Desativar – permite realizar sequências para timelapse.
  • Temporizador Bulb: Desativar – permite fotografar mais do que 30 segundos quando utilizado a função “Bulb”.
  • Disp. Anti-interm: Desativar.
  • Bloqueio de espelho: OFF – utilizado para reduzir a vibração da máquina ao disparar. Quando utilizar na fotografia de paisagem não se esqueça de voltar a desliga-lo no final da sessão.
Menu Shoot 5 e 6: funções de “live View”
  • As definições destes menus não afetam as imagens, selecione as definições que melhor se adequam, no entanto, pode deixá-las como estão na predefinição.





Para a lista completa por favor consultar: 

Definições Canon 7D MarkII para Fotografia de Aves

Canal Youtube onWILD


A vida selvagem não é apenas fotografias, embora uma fotografia seja mais fácil de divulgar e acabe por chegar a mais pessoas, uma filmagem de um animal permite observar e registar certos aspetos do seu comportamento. Aliando essas filmagens ao conhecimento ecológico e biológico torna-as uma boa fonte de conhecimento e de transmissão do mesmo.
 
A partilha destes videos levou à criação de um novo canal do youtube, o "onWild" (ligar à natureza), onde partilho todas as filmagens que tenho realizado com algumas das espécies com que me tenho cruzado nas minhas aventuras. Não são filmagens da BBC, mas retratam o quotidiano destes indivíduos em Portugal, onde existe um enorme potencial para o documentário de vida selvagem.


Neste momento estou a terminar um documentário sobre as lontras (os vídeos do youtube duram menos de cinco minutos). E comecei uma nova série denominada "5 Momentos onWILD".

5 Dicas onWILD: Fotografia de Vida Selvagem

Orvalho-sol (Drosophyllum lusitanicum). Esta espécie de planta carnívora alimenta-se de invertebrados utilizando pequenas bolas de cola para os capturar, de seguida os seus corpos em decomposição “alimentam” as suas raízes.

5 Dicas
A fotografia de vida selvagem tem vindo a crescer em Portugal. O sonho de qualquer fotógrafo de vida selvagem é comprar uma objetiva grande, rápida e cara, esta ideia não podia estar mais errada. O conhecimento e compreensão dos sujeitos que pretendemos fotografar são mais importantes do que a máquina ou objetiva que esteja a utilizar. No entanto, se tiver a sorte de possuir uma dessas objetivas existem algumas técnicas que ajudam a obter os melhores resultados. A informação técnica sobre como cada fotografia foi tirada também pode ajudar a aprender, pois pode tentar aplicar as mesmas definições quando for novamente para o terreno. O truque para melhorar as suas fotografias é passar o máximo de tempo possível na natureza e com os seus sujeitos, observando e registando os seus comportamentos. Treine ao máximo e aproveite o que a natureza tem de melhor para lhe oferecer.

Camão (Porphyrio porphyrio). Os tons azuis destacam-se por entre o verde da vegetação.

1. Medição e exposição
Para obter os melhores resultados deve dominar a medição e a exposição. As medições devem ser as mais corretas ainda no terreno, desta forma evita ter de recorrer aos softwares de edição de imagem para realizar grandes ajustes e compensações durante a pós-produção. Quanto menos tempo perder em casa, mais tempo terá disponível para ir para o terreno. Compreender a teoria da exposição, mesmo apenas o básico, é essencial antes de sair de casa. Os medidores automáticos das atuais máquinas fotográficas assumem que o sujeito que queremos fotografar é um “meio-tom”, e por isso é necessário proceder a ligeiras compensações de forma a obter o valor de exposição correto para a grande gama de tons que existe, desde o branco até ao preto. Exemplo: se fotografar uma ave escura num ambiente escuro, como uma pedra, o medidor da máquina consegue determinar a exposição mais correta. Mas se for uma raposa de coloração branca num campo cheio de neve neste caso terá de aumentar a exposição por meio stop para que a fotografia não fique em tons cinzentos, mas sim com tons brancos naturais. Este processo denomina-se compensação da exposição, e é bastante útil na fotografia de vida selvagem.

Para todas as dicas consultar: 

5 Dicas onWILD: Fotografia de Vida Selvagem

5 Dicas onWILD: Fotografar Aves


5 Dicas
As aves são um excelente motivo para quem se quer iniciar na fotografia de vida selvagem. Ocorrem muitas espécies em Portugal e elas podem ser observadas nos mais variados ambientes, desde florestas, montanhas e até nas cidades. São por isso adequadas para quem se inicia nesta atividade. Não é necessário equipamento topo de gama, mas sim alguns conhecimentos e paciência. O número de observadores de aves tem aumentado ao longo dos anos, o que facilita a transmissão de conhecimento entre os mesmos e aumenta o número de pessoas dispostas a ajudarem e a responderem às nossas dúvidas, ajudando também a aumentar o nosso conhecimento sobre a observação e fotografia de aves. Não tenha medo de perguntar e procure sempre conhecer os sujeitos que deseja fotografar. A consulta de guias ou artigos científicos pode ser útil para determinar quais as melhores alturas do ano para as fotografar ou para saber distinguir entre duas espécies semelhantes.


1. AVES NO SEU QUINTAL
Os quintais podem ser um excelente local para fotografar vida selvagem, em especial para quem tem falta de tempo. No entanto, obter boas fotografias não é tarefa fácil e requer muito planeamento, criatividade e paciência. A colocação de comedouros e bebedouros irá atrair muitas espécies, sendo que o alimento disponibilizado irá determinar quais as aves que acabaram por aparecer. De uma forma simplificada: a maioria das espécies aprecia sementes de girassol e amendoins (sem sal, mas também em manteiga); os fringilídeos apreciam sementes de Níger; as rolas apreciam pedaços de milho; e os piscos-de-peito-ruivo e outras aves insectívoras apreciam tenébrios. Pode fotografar a partir de uma janela, no entanto, o mais indicado será utilizar um abrigo de forma a poder controlar a direção da luz. Para fotografar aves pequenas deve ter o cuidado de as apanhar com luz de frente ou por trás, evitando luzes laterais, posicionando o abrigo tendo isto em consideração. Os arbustos por trás do comedouro devem estar longe o suficiente para aparecerem desfocados nas fotografias e assim consegue obter um fundo limpo. Um bebedouro também atrai aves que aproveitam para beberem água e tomarem banho.


Para todas as dicas consultar: 

5 Dicas onWILD: Fotografar Aves


Trailer Documentário "Uma Família de Lontras"



Este é o trailer do documentário que estou a realizar sobre uma família de lontras-europeias que tive oportunidade de seguir durante uns meses. Neste momento falta-me acabar de escrever o guião e gravá-lo (com a minha voz vai ficar uma coisa bonita). Eu sei que a ordem de realização não é a mais correta, no entanto, o guião tem de seguir as filmagens utilizadas (pois algumas não tinham a qualidade desejada).

Há alguns anos tive a oportunidade de filmar uma família de lontras-europeias (Lutra lutra). No entanto, o meu computador não conseguia lidar com o tamanho dos filmes e estava constantemente a "crashar". Agora tive a oportunidade de terminar o que comecei na altura. O trailer foi partilhado em 2012, e agora vem o Teaser.

Este é o meu primeiro documentário e sei que tenho muito a aprender ainda. A viagem desde a captura das filmagens, ao escrever o guião (utilizando os meus conhecimentos de biólogo) até juntar tudo numa história é simplesmente fantástica. Nenhum dos animais foi incomodado ou perturbado durante as filmagens.



Sons das Aves onWild



Alguns comportamentos das aves são impossíveis de registar em papel (ou digital), a sua filmagem é a única forma de registar estes comportamentos. Como é o caso das vocalizações, neste vídeo estão alguns exemplos. Algumas das filmagens foram realizadas sem recurso a tripé.

Este primeiro vídeo mostra uma séries de aves a vocalizar. A maioria foi capturada enquanto as fotografava, no entanto, quando começavam a vocalizar eu preferia ficar em silêncio e a filmá-las.

Espécies neste vídeo: Mocho-galego, pernalonga, pintassilgo e toutinegra-de-barrete-preto.



5 Momentos onWild: Garça-branca-pequena


Alguns comportamentos das aves são impossíveis de registar em papel (ou digital), a sua filmagem é a única forma de registar estes comportamentos. Como é o caso das vocalizações, neste vídeo estão alguns exemplos. Algumas das filmagens foram realizadas sem recurso a tripé.

Esta é a primeira série que estou a realizar para o youtube. Vai ser dedicada exclusivamente à vida selvagem que vou fotografando e filmando. O primeiro episódio é sobre a garça-branca-pequena, os textos foram escritos por mim e caso detectem algum erro avisem se faz favor. As filmagens são antigas, no entanto, quando puder voltar ao terreno vou tentar realizar mais e melhores. 


Peço desculpa pela minha voz, para além de não ser a melhor do mundo, tenho estado com a garganta inflamada nas últimas semanas e a publicação do vídeo tem sido adiada devido a esse factor. A versão inglesa sairá brevemente.