MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Missão: Chapim-real


Os passeriformes são aves esquivas, isto porque há uma forte probabilidade de serem predadas, quer por aves de rapinas, quer por mamíferos carnívoros. Ou seja, por vezes torna-se difícil conseguir fotografá-las perto o suficiente. A utilização de comedouros ou a colocação de um bebedouro para as aves facilita a obtenção de boas fotografias. Mas é sempre necessária a autorização dos donos do terreno. Neste caso as fotografias foram realizadas com o apoio (e respetiva autorização) do Parque Ambiental do Alambre. Embora ainda esteja em falta um abrigo fixo, a colocar brevemente, qualquer pessoa pode levar um abrigo móvel e passar uma agradável manhã com as aves.






Depois de tudo pronto há sempre algumas arrestas a limar. A utilizar de um único tronco leva a que as fotografias fiquem todas iguais, nota-se facilmente que o tronco é o mesmo e que o fundo permanece igual. A utilização de muitos troncos pode ser confuso no momento de fotografar, pois não sabemos para onde nos virarmos. Mas permite muitas combinações diferentes. Normalmente tento focar-me em poucos locais de que gosto, onde o tronco é bonito e o fundo fica aceitável. Mas passados uns minutos, ou umas quantas fotografias, mudo de local para evitar ficar com fotografias sempre iguais.








Daí que tenha mil e uma fotos dos chapins-reais. Eles adoram frequentar o local e utilizam todos os poisos. Basta estar com alguma atenção e disparar quando se encontram no poiso selecionado. Por vezes substitui-o os troncos que utilizo para poder continuar a fotografá-los de forma natural. As aves são demasiado espertas e rapidamente percebem que os troncos facilitam a sua aproximação ao bebedouro ou comedouro.




terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Ave do Mês de Julho: o Pato-real

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673

A ave do mês de Julho nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian foi o pato-real (Anas platyrhynchos). O pato-real é uma das aves mais abundantes nos Jardins Gulbenkian. Devido à inexistência de predadores naturais e devido a algumas atitudes e comportamentos humanos, como o fornecimento de alimento, o número de patos-reais é superior à capacidade dos Jardins. Ou seja, o número de patos-reais é superior às que os Jardins suportam numa situação de equilíbrio ecológico.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673
 
 
Este excesso de patos-reais promove uma menor qualidade da água do lago e também o desgaste excessivo dos relvados. Por isso, quando visitar os Jardins Gulbenkian não alimente os patos-reais.
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673

O Cão: Resgatei um cão abandonado

O cão: Resgatei um cão abandonado
 
 
Esta é uma nova série de artigos que irei publicar sobre os problemas que enfrentei devido à cadela Skye que resgatei de uma estrada nacional. Tentarei abordar este tema de uma forma diferente do normal, isto porque sou biólogo e tenho um gosto especial pelos felinos (gatos), e também porque nunca quis um cão (principalmente devido à falta de espaço e de tempo). A ideia para este tema, ao contrário do que se possa imaginar, não foi o facto de ter de lidar com a cadela diariamente, mas sim lidar com a sociedade.
 
Começando pelo inicio, o que fazer ao encontrar um cão abandonado. Nalguns locais é usual os cães passearem pelos terrenos em redor das casas, regressando mais tarde à sua casa, sendo difícil distinguir quais se encontram realmente abandonados ou perdidos dos que andam simplesmente a passear. Ao encontrar um cão a deambular à beira da estrada a primeira coisa a fazer é chamar o cão. Aí deve ter em atenção dois fatores, se o cão foge em direção a casa ou se o cão vem ao nosso encontro. Para os que fogem desesperadamente em direção a casa, nesses casos basta acompanhar o cão até à casa e aí perguntar se o cão pertence à casa. A última reação é sinal de que o cão precisa da nossa ajuda, embora alguns fujam devido ao medo, a maioria aproximar-se-á do ser humano pois compreende que este significa comida e água. Neste caso podem ocorrer duas possibilidades, ou o cão está perdido ou foi abandonado. A primeira reação será perguntar em todas as casas perto do local onde encontrou o cão se este pertence a alguém. Caso não haja nenhuma resposta positiva, será necessário deslocar-se até ao posto da GNR mais próximo e reportar o incidente. Atenção: a GNR irá ajudar na resolução do problema, mas nunca irá abrigar o cão, teremos de ser nós a cuidar do cão. A única solução imediata que a GNR pode oferecer é transportar o cão para o canil municipal. Aí o cão enfrenta outro problema, a sobrepopulação dos canis, ou seja, caso não seja encontrado o dono numa semana o cão poderá ser abatido.
 
 
Atualmente muitos dos cães possuem chip. O problema do chip é que é necessário ir a um veterinário para descobrir se o cão possui chip ou não, caso possua chip o próprio veterinário consegue aceder aos dados e contactos do dono do cão, ou da veterinária que colocou o chip. A maioria das informações contidas no chip encontram-se na base de dados na junta de freguesia onde reside o dono do cão, mas também devem constar de bases de dados online. O problema é que muitos donos apenas registam o seu cão na junta de freguesia. Desta forma é mais difícil descobrir as informações dos donos, pois teremos de contactar todas as juntas de freguesia ou o canil municipal. No entanto, existem casos raros onde o cão é abandonado e possui chip. Nestes casos é necessário contactar o dono e esclarecer porque abandonou o cão, no meu caso foi o canil municipal de Loures que intercedeu junto do dono e me informou que este não estaria disponível para ficar com a Skye. O problema quando um cão é abandonado com chip é que quem o encontra não pode ir ao veterinário com o cão, isto porque é necessário o consentimento do dono… A solução é o dono passar um certificado em como nos “cede” o cão, passando a ser quem resgatou o cão a pessoa responsável pelo mesmo. No final é necessário também alterar os dados do chip, para além das despesas no veterinário.
 
Como calculam ninguém no seu perfeito juízo irá entregar o canídeo à pessoa que o abandonou, pois este poderá ser novamente abandonado ou maltratado. O que fazer a quem abandonou o cão? Depois desta história toda, apercebi-me que mesmo com a história dos chips os nossos animais de estimação continuam muito desprotegidos dos maus tratos que sofrem às mãos de certos humanos.



Fauna e o Homem

 
Fauna e o Homem
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7


Esta nova ideia surgiu depois de ouvir as pessoas a queixarem-se dos animais com que lidam diariamente quando vão para o campo ou quando vivem no campo. A ideia é em poucas palavras explicar e desmistificar algumas das nossas espécies.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Mitos
. Aqui serão retratados mitos sobre os animais que são contados de pais para filhos e que passaram já muitas gerações, sendo difíceis de combater pois estão enraizados na nossa cultura;
. Existem inclusive diversas musicas que falam sobre os animais de forma errada, a mais conhecida é a ‘Atirei o pau ao gato’, remetendo para a violência sobre os animais;
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Prós
. Tudo o que animal trás de bom para o ser humano, quer seja no meio do campo ou no meio da cidade;
. Quando a vida selvagem acompanha o ser humano para o centro das cidades surgem uma nova série de mitos, provenientes do medo e do desconhecimento;
 
Contras
. Nem todas as espécies possuem prós, algumas possuem alguns contras;
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7