MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Missão: Noitibó-de-nuca-vermelha


EXIF  F/8  1/250s  ISO-200
Flash  500mm  3.8m
Herdade Évora

Quem me conhece sabe que detesto perseguir espécies para a minha coleção de fotografias, há espécies que desejo fotografar simplesmente. Sejam elas bonitas, feias ou nojentas. O interesse é o mesmo, e existem sempre algumas ideias que tenho em mente quando finalmente consigo encontrar a dita espécie, quer seja por pura sorte, ou por me ter deslocado a um local onde poderia encontra-la. Gosto de combinar os estudos em biologia, variados artigos científicos e a experiência para determinar vários aspetos e preferências das espécies, de forma a facilitar o processo de a fotografar, manusear (por vezes, mas sabendo o que faço e sem incomodar muito os indivíduos) e eventualmente estudar determinados comportamentos que não veem descritos nos artigos científicos ou livros técnicos da especialidade.

EXIF F/9  1/250s ISO-200
Flash  340mm  4.5m
Herdade Évora

No caso desta espécie, o noitibó-de-nuca-vermelha, Caprimulgus ruficollis, foi totalmente sorte. Já tinha estudado a espécie e sabia que eles gostam de zonas abertas de areia com algumas árvores ou arbustos onde podem capturar insetos em pleno voo, usando a sua grande boca. Já procuro há alguns anos, mas nunca tinha tido a sorte de encontrar um. Um dia, quando a minha mãe chegou a casa disse ter visto uma ave grande e que apenas levantou voo quando o carro estava mesmo em cima dela. Fiquei espantado, os terrenos há volta possuem gado e não arvores e arbustos, pensei que fosse uma ave perdida. Noutro dia, a minha mãe voltou a deparar-se com esta ave e eu nunca tinha a sorte de a observar.

EXIF F/9  1/250s ISO-200
Flash 500mm  5.4m
Herdade Évora

Num dia já de noite, quando estava a caminho de Lisboa lembrei-me de passar por pancas à procura de corujas-do-mato, sendo uma espécie que gostei de fotografar e gostaria de voltar a fotografar, no entanto, a única espécie que fotografei foi precisamente o noitibó-de-nuca-vermelha. Com um pouco de sorte à mistura, foi possível observar e fotografar três indivíduos diferentes. Todos eles permitiram-nos aproximar bastante antes de levantarem voo e voltarem a pousar um pouco mais à frente, e só depois de mais umas fotografias é que fugiram.

EXIF F/8 1/250s ISO-200
Flash 500mm  5.9m
Pancas, RNET

Quando finalmente tinha bastantes fotografias de noitibós-de-nuca-vermelha heis que me voltam a surpreender ao finalmente encontrar um individuo no caminho de terra batida de casa. Mais uma vez ele permitiu-me aproximar bastante e tirar imensas fotografias, no entanto, no dia seguinte já não andava por lá.

sábado, 15 de setembro de 2012

Missão: Morcegos I



EXIF   F/10  1/250s  ISO-200
Flash  500mm  2.2m
Juvenis agarrados às progenitoras.


A procura de morcegos em edifícios abandonados ajuda a identificar abrigos de verão ou de hibernação anteriormente desconhecidos. Estes abrigos ajudam a clarificar quais os habitats e abrigos usados pelos morcegos de determinada região. Isto porque para além do uso de grutas naturais e de minas abandonadas, algumas espécies utilizam também vários edifícios abandonados. As fotografias foram feitas durante os censos para o Atlas dos Morcegos dePortugal, as localizações dos abrigos não podem ser reveladas para evitar a perturbação excessiva dos morcegos, especialmente durante os períodos de maternidade e hibernação, ou a eventual destruição dos mesmos.

EXIF F/11  1/250s ISO-200
Flash 500mm 2.4m
Juvenil agarrados às asas da progenitora.


O morcego-de-ferradura-pequeno, Rhinolophus hipposideros, é um dos morcegos mais pequeno do mundo pesando entre 5 a 9 gramas. É facilmente distinguido de outras espécies devido à boca e nariz em forma de ferradura de cavalo. Possui uma envergadura de asas entre 19,2 cm e os 25,4 cm e o comprimento do corpo entre os 3,5 cm e os 4,5 cm. As patas são fortes e usa-as para se agarrar a rochas ou tronco. Consegue ver muito bem apesar de possuir uns olhos pequenos. Como a maioria dos morcegos, vivem em colonias e caçam as suas presas usando a ecolocalização, emitindo ultrassons através de almofadas redondas especializadas na região da boca.

EXIF F/10 1/250s ISO-200
Flash 500mm 2.2m
Juvenis agarrados às progenitoras.


Quando caçam são rápidos e ágeis, voando usualmente a 5 metros do solo enquanto evitam os ramos e os arbustos. Alimentam-se principalmente de pequenos insetos, sendo a maioria colhidos de pedras e troncos. De entre os seus alimentos, os favoritos são as moscas, traças e aranhas.

EXIF F/9  1/250s ISO-200
Flash 500mm 2.2m
Juvenil à esquerda e adulto à direita. Possivel verificar diferença na coloração.


O acasalamento ocorre no Outono e as fêmeas dão à luz uma cria por ano, normalmente entre Junho e Julho. As crias pesam cerca de 1,8 gramas e abrem os olhos 10 dias depois de nasceram, tornando-se independentes às 6-7 semanas de idade. Hibernam durante o inverno em grutas escuras, minas, edifícios abandonados e por vezes em celeiros.

EXIF F/14  1/250s ISO-200
Flash  100mm  1.2m
Juvenil.


Neste abrigo foi possível encontrar cerca de 9 morcegos-de-ferradura-pequeno, entre estes estavam 3 juvenis já com capacidade para voar. É possível distinguir os juvenis dos adultos pois estes apresentam uma coloração acinzentada e os adultos já possuem a coloração acastanhada.