MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

terça-feira, 13 de março de 2012

Cobra-cega

A cobra-cega, Blanus cinereus, é um dos répteis endémico da Península Ibérica mais interessantes da nossa fauna. Esta espécie possui os olhos atrofiados e cobertos por escamas, sendo apenas visíveis dois pontinhos negros sob a pele (ver imagens). Tem um aspeto vermiforme, não possuem membros e chegam a medir 28 cm. É uma espécie inconfundível devido à sua coloração roxa, cinzenta ou arroxeada e ao seu aspeto.
Pode ser encontrada de Fevereiro a Novembro, no entanto, é na primavera e verão que ocorrem mais observações. Os seus hábitos são maioritariamente subterrâneos, tendo atividade tanto de dia como de noite, possuindo uma excelente capacidade para escavar tuneis. Protege-se debaixo de pedras e rochas até atingir a sua temperatura ótima (entre 19 a 24 C).
A sua biologia reprodutora continua um mistério, no entanto, a sua atividade reprodutora inicia-se antes da primavera, colocando um único ovo alongado e de grande tamanho durante junho e julho. Atingem a maturidade sexual após o primeiro ano de vida.
Alimentam-se de formigas, larvas de insetos e outros artrópodes subterrâneos. Possui bastantes predadores, como o sardão, cobras, aves e até pelo sapo-comum, no entanto possui varias técnicas de defesa, como a autotomia da cauda, enrola o corpo sobre si mesmo e por vezes contorce-se violentamente, podendo inclusivamente chegar a morder, no entanto não possui veneno e é inofensiva para o Homem. É uma espécie termófila, ocupando áreas com clima mediterrânico. Habitat em zonas com solos pouco compactos e com uma certa humidade.

Pica-pau-malhado-pequeno

O pica-pau-malhado-pequeno ou pica-pau-galego, Dendrocopos minor, é o pica-pau mais pequeno da nossa fauna, atingindo apenas os 29 cm de comprimento. É um anão, de corpo pequeno e rechonchudo. Os machos possuem a coroa de coloração avermelhada.
Reproduz-se em bosques de árvores de folhas caducas, pomares velhos, parques. Esta foi uma grande surpresa enquanto fotografava o guarda-rios, apenas consegui fotografar a fêmea mas futuras tentativas poderão ter mais sucesso. Não utilizei qualquer abrigo ou rede camuflada, estava apenas a passear e ela ficou à minha frente a fazer aquilo que mais gostam de fazer, dar “marteladas” nos troncos à procura de insetos.

Rela-meridional


A rela-meridional, Hyla meridionalis, pode facilmente atingir os 5 cm de comprimento e ser confundida com a sua congénere rela-arbórea, Hyla arborea. A sua coloração é esverdeada, embora possa variar desde o castanho ate ao cinzento, nos flancos apresenta a característica banda escura desde o orifício nasal ate à inserção dos membros anteriores, ao contrário da rela-arbórea em que a banda termina na inserção dos membros posteriores. As fêmeas são usualmente maiores que os machos, no entanto, estes apresentam um grande saco vocal que utilizam durante a época de reprodução.
A sua atividade é noturna e por vezes crepuscular, durante a época de reprodução pode ser observada durante o dia. O período reprodutor vai desde fevereiro a abril, e os machos agrupam-se, cantando em coro. As fêmeas depositam cerca de 1000 ovos por entre a vegetação aquática, as larvas eclodem pouco tempo depois e passados 3 meses já se metamorfosearam em adultos, mas apenas atingem a maturidade sexual aos 3-4 anos e podem viver ate aos 10 anos. Alimentam-se de invertebrados, e as larvas de matéria vegetal e detritos. Habita zonas húmidas com abundante vegetação, como charcos, pântanos, lagos, lagoas e poços.