MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

domingo, 7 de agosto de 2011

Coruja do Mato

    A Coruja do Mato, Strix aluco, pertencente à família dos Strigidae que pode ser encontrada em toda a Euroásia e em África, sendo essencialmente nocturna.


    Mede entre 37 e 43 cm e possui uma envergadura de asas entre 81 e 96 cm. O seu dorso é castanho e malhado, enquanto que o peito apresenta uma coloração castanho amarelada com faixas verticais castanhas. Apresenta olhos grandes de coloração castanho escuros, e o disco facial é muito marcado com coloração mais clara.


   Possui vocalizações facilmente identificáveis, sendo fácil de ser escutada mas difícil de ser observada. Utiliza uma series de dois ou três piares (huu), pausa, e três piares seguidos (huu-huu-huu), parecendo um assobio grave. O seu voo é extremamente silencioso o que dificulta a sua observação.


   Pode ser encontrada em cidades, jardins, matas e florestas de folha caduca, alimentam-se de pequenos mamíferos e outras aves (pequenas) com a sua visão apurada, consegue ver uma presa a alguns metros de distância com pouca luz.


   Utiliza buracos de árvores ou edifícios para fazer os seus ninhos e põem entre 2 a 4 ovos. Elas defendem ferozmente os seus ninhos e chegam a atacar humanos.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Falcao Peregrino (Falco peregrinus)

   O Falcão Peregrino, Falco peregrinus, é o animal mais rápido do nosso planeta, atingindo os 325 km/h quando realiza o seu especializado mergulho a pique enquanto caça. É uma ave de rapina encontrada em todos os continentes (excepto na Antárctida), sendo considerada como vulnerável em Portugal e pouco preocupante a nível global.

Adulto (esq) e Juvenil (drt) mais uma presa acabada de caçar.

   Possui um pescoço curto e uma cabeça arredondada, variam entre os 40 e 50 cm de comprimento na Península Ibérica, o macho pesa cerca de 600 g e as fêmeas chegam às 900 g. Possui uma envergadura de asas entre os 80 e os 115 cm, elas são longas e pontiagudas, embora a cauda seja curta.

Juvenil com restos da recente caça.

   A sua alimentação consiste quase exclusivamente de outras aves, que caça em voo. O choque que a presa leva ao ser atingida em pleno voo pelas garras do peregrino é tão forte que esta morre instantaneamente, sendo a sua velocidade de mergulho de 325 km/h. A sua presa favorita é o pombo das rochas (Columba livia), isto deve-se porque os pombos são uma refeição altamente energética e de perfeitas dimensões para a caça e transporte em voo, e porque também são bastante abundantes.

Poiso de descanso.

   Põem até 3 ovos num penhasco, geralmente arribas marítimas, ilhas rochosas e por vezes em precipícios de zonas montanhosas, que são incubados durante um mês. Por vezes o macho apenas visita o ninho para deixar comida para a fêmea, embora ambos os progenitores cuidem das crias.

Em pleno voo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Raposa Vermelha (Vulpes vulpes)

A Raposa Vermelha, Vulpes vulpes, é um dos mamíferos carnívoros com maior distribuição no mundo. Vivem cerca de 9 anos.



A sua coloração é geralmente castanho-avermelhado, embora nos juvenis a sua pelagem seja castanho-escuro e apenas aos 6 meses começam a ter a coloração dos adultos. Possui hábitos nocturnos e crepusculares. A sua alimentação consiste em animais pequenos, como coelhos, lebres, roedores, aves, insectos, peixes e pode também alimentar-se de ovos e frutos, comendo mais ou menos 500g todos os dias. 


O acasalamento decorre de Dezembro a Fevereiro e nascem entre 4 a 5 crias por ano, tanto a mãe como o pai cuidam dos filhotes. Possuem entre 90 a 138 cm de comprimento, os machos pesam entre 6 a 10 kg enquanto as fêmeas pesam entre 4 a 8 kg. As suas orelhas são pontiagudas e o focinho é fino, possuem uma cauda espessa e olhos pequenos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sardao (Timon lepidus)

Sardão ou Lagarto Ocelado, Timon lepidus, é o maior lagarto da fauna portuguesa chegando a atingir os 30 cm de comprimento (sem cauda) e chega a viver até aos 25 anos em cativeiro. Quando ameaçado, abre a boca e por vezes salta em direcção ao inimigo.


Embora em Portugal não se encontre ameaçado, o Homem é o seu maior inimigo e a principal causa pelo declínio desta magnifica espécie, os atropelamentos são a principal causa de morte provocada por humanos, visto estes lagartos utilizarem as estradas para se aquecerem, por terem uma boa exposição solar.


Dois terços do comprimento correspondem à sua cauda, chegando por isso aos 90 cm. As crias possuem cerca de 5 cm (excluindo a cauda). Durante a Primavera os machos são territoriais, e a hibernação vai de Outubro até Abril.


Habitam preferencialmente zonas secas com arbustos, como velhos olivais e por vezes em locais rochosos e zonas com areia. É frequentemente encontrado a caminhar pelo solo, mas é um excelente trepador, tanto de rochas como de árvores. Esconde-se em arbustos, rochas, muros secos, antigas tocas de coelho e por vezes escava os próprios buracos.


Possuem patas finas mas extremamente fortes e com garras longas, os machos desta espécie apresentam uma cabeça robusta. O dorso possui uma coloração esverdeada, sendo o ventre em tons acinzentados. Os machos apresentam muitos pontos azuis nos flancos enquanto que as fêmeas apresentam poucos ou nenhuns.


Alimentam-se principalmente de insectos, mas por vezes assaltam ninhos de aves e podem inclusivamente atacar outros répteis, sapos e micro-mamíferos. Nas zonas mais secas também se alimenta de fruta e algumas plantas.