MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

PROJETOS

Os vários projetos que tenho realizado, desde panfletos, livros, workshops, entre outros.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Caranguejo


Ora aqui está uma fotografia difícil de tirar. Eles são muito assustadiços e qualquer movimento que se faça e eles voltam para dentro das suas tocas. Para o fotografo é algo muito mau, porque significa permanecer imóvel durante vários minutos e no meio da lama… Podia ter ficado melhor, não fosse a preguiça do fotografo em se deitar na lama, para ficar ao mesmo nível que eles. Apenas coloquei o joelho no chão e esperei, passados 4 a 6 minutos e lá estavam eles a sair das tocas, apenas se viam olhinhos a espreitar das tocas e de repente as grandes pinças que eles possuem. Passado um bocado estavam todos cá fora, embora alguns um bocado longe, mas fica a ideia para novas fotografias.

Caranguejo-Violinista
Fiddler crab
Uca tangeri

Os machos diferenciam-se das fêmeas por apresentarem uma das pinças maior que a outra, mas a sua utilização é meramente ligada à reprodução.
Habita a zona intertidal, ou zona entremarés, e por isso apenas sai na altura da maré baixa. A sua alimentação consiste em filtrar a areia por alimento, o resto do tempo passa-o a arranjar a entrada para a sua toca.

domingo, 25 de outubro de 2009

Íbis-Preta



Íbis-Preta
Glossy Ibis
Plegadis falcinellus

Foto tirada na Quinta do Lago, embora seja um complexo de golfe, existe um lago que se encontra cheio de vida selvagem. Muitas aves escolhem este local para se reproduzirem, ou permanecerem. A ave na foto é uma ibis-preta, é facilmente reconhecida devido ao seu bico caracteristico, semelhante ao dos maçaricos, patas e pescoço longos. A plumagem é castanha púrpura escura, com reflexos verdes nas asas.

Em voo, projecta as patas para além da ponta da cauda, sendo o batimento de asas mais mecânico e intercalado com deslizes curtos.

Reproduz-se em colónias, em pântanos pouco profundos e com muita vegetação. Nidifica em árvores ou em caniços. No Inverno desloca-se para África e apenas regressa em abril. A sua alimentação consiste em insectos e rãs.


Bibliografia:
Mullarney, K., Svensson, L., Dan Zetterström, Grant, P. J. (2003) Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.

domingo, 11 de outubro de 2009

Ganso Patola prestes a mergulhar...



"Abram alas!!! Aqui vai missil!!! era este o aviso dos gansos patolas, eles davam um pequeno aviso e ai iam eles direitos à água como um missil, quem não se desviásse levava com eles em cima. As gaivotas e as outras aves marinha já conhecem o procedimento. Mergulham de uma altura entre os 10 e os 40 metros, e atiram as asas para trás quando estão prestes a entrar na água, de forma a que o corpo fique mais aerodinâmico e hidrodinâmico, e também para evitar possiveis lesões nas asas devido ao impacto com a água.

Alcatraz ou Ganso Patola
Gannet
Sula bassana

Formam colónias ao longo de costas rochosas e em ilhas inacessíveis. Fora da época de reprodução desloca-se em alto mar. São geralmente fáceis de identificar graças à sua dimensão considerável, às asas longas e estreitas e ao voo característico.

Bibliografia:

Mullarney, K., Svensson, L., Dan Zetterström, Grant, P. J. (2003) Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Camão


Quando o fotografei nem me apercebi que era um Camão, estava já a ir-me embora, tinha andando para trás e para a frente e só tinha visto e fotografado galinhas de água e galeirões, tantos que pensei que era uma galinha de água e só ter pensado em dar uns disparos, quando tirei a máquina da frente e observei melhor o formato do bico e a coloração azulado que o caracteriza. Mais à frente só vi um a voar e que só identifiquei como sendo um camão já em casa ao visualizar as fotografias, principalmente devido ao seu tamanho, maior que o das galinhas de água, e à coloração, até porque eles desaparecem num instante...


Camão
Purple Swamphen
Porphyrio porphyrio


Reproduzem-se em pântanos e lagos mais pequenos, com caniços e juncos viçosos. Possui uma plumagem brilhante azul-escura e arroxeada, o bico é vermelho e grande, as patas são alaranjadas, fortes e com dedos compridos. Apenas nada quando é necessário, preferindo deslocar-se sobre os juncos ou caniços.

Bibliografia:
Mullarney, K., Svensson, L., Dan Zetterström, Grant, P. J. (2003) Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pilrito de Peito Preto


Este pequenino era muito mais assustadiço e afastava-se muito mais do que o branco, pilrito das praias da mensagem anterior, daí só ter estas duas fotos razoáveis dele.
Pilrito de Peito Preto
Dunlin
Calidris alpina

Reproduzem-se em terrenos diversos, erva rasteira húmida ou na tundra. No inverno são mais frequentes em pântanos ou habitats costeiros, e normalmente são mais numerosos em zonas planas intertidais ou em locais com algas e em areais com água pouco profunda.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pilrito das Praias


Este pequenino deu-me um trabalhão a tirar fotografias, ele e um outro castanho que irei postar mais tarde. Eles são muito assustadiços, e com a objectiva que eu tenho é necessário aproximar-me muito. Normalmente eles fogem antes que eu consiga aproximar-me o suficiente para tirar umas boas fotografias, mas estes dois permaneceram ali a comer descansadinhos... Tive que andar a rastejar com a máquina na mão e uma mochila enorme às costas, o pequenino encontra-se um pouco à direita dos sacos de plástico (que serviram como cobertura enquanto me mexia). Sempre que olhavam para mim eu parava quieto, e tentava mexer as mãos sempre dentro da minha própria sombra, de maneira a parecer estar sempre quieto.

Pilrito das Praias
Sanderling
Calidris alba

Estas aves reproduzem-se no alto Árctico e são observados de passagem em bandos grandes, em praias de areia ou charcos perto da costa. Alimentam-se correndo à frente da rebentação das ondas, em praias mais calmas ou pouco profundas, ou em áreas com ervas.

Bibliografia:



Mullarney, K., Svensson, L., Dan Zetterström, Grant, P. J. (2003) Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e Europa. Assírio & Alvim, Lisboa.

Ratinho



Este maravilhoso ratinho encontrava-se a comer ervas quando o fotografei, não sei bem que espécie é mas ando à procura de identificar... Apenas ficou lá uns segundos, depois desapareceu por entre a vegetação. Se alguém souber que espécie é diga please =)